terça-feira, 14 de abril de 2009

Entrevista do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Kürşad Kahramanoğlu



Segue anexo uma entrevista - feita pelo meu querido amigo Kürşad Kahramanoğlu, ex-Secretário Geral da ILGA - com o Presidente Lula.
Essa entrevista fou publicada num jornal turco BIRGUN.
Vejam a pergunta 7, que tem a ver com as questões LGBTs.

Postado por: Beto de Jesus
Secretário da ILGA para América Latina e Caribe


Entrevista do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Kürşad Kahramanoğlu


1. Quem seria responsável pela atual crise econômica global?

Antes de tudo, quero lhes dizer da simpatia que tenho pela Turquia e seu povo amável e hospitaleiro.

Todos sabem que essa crise econômica e financeira nasceu nos países centrais. Começou quando uma bolha imobiliária estourou nos Estados Unidos. Os sinais de descontrole financeiro se avolumavam há tempos. Dívidas não saldadas levaram a perdas enormes. Criou-se um círculo vicioso que se alastrou mundo afora, instalando-se uma grave crise que se abateu sobre a economia mundial. Os setores produtivos foram seriamente afetados, trazendo inclusive implicações para países que não têm nada a ver com isso, como é o caso do Brasil e da Turquia.

É claro que a ausência de regras adequadas favoreceu os irresponsáveis especuladores e sua ânsia ilimitada de lucro. A crise é fruto disso. E da falta de mecanismos sérios de regulação dos mercados financeiros. Essa situação mostra claramente que muitas das políticas preconizadas pelos adoradores do mercado fracassaram. Não podemos permitir que situações como essa ocorram novamente. É por isso que precisamos regular esses mercados de maneira inteligente. Estabelecer mecanismos efetivos de vigilância e de regulamentação do mundo financeiro.

Nossa responsabilidade decorre do fato de que a crise traz ameaças concretas para milhões de homens e mulheres, que podem perder emprego e renda. A crise também deixa as pessoas incertas com relação ao futuro. Mas precisamos seguir trabalhando com afinco. Cada um de nós tem sua parcela de responsabilidade para recolocar a economia mundial de volta aos trilhos.


2. Que podem fazer nessa situação os países em desenvolvimento? Que estratégia comum ou ações cooperativas países como o Brasil e a Turquia podem desenvolver, solidariamente, contra esse problema?

Temos de buscar soluções duradouras para as graves dificuldades que estamos enfrentando. Dada a dimensão global da crise, as soluções a serem adotadas precisam ser globais. Hoje, alguns países desenvolvidos estão em situação mais delicada que a de alguns países em desenvolvimento. Não seria exagerado dizer que, de um modo geral, os países desenvolvidos dependem um pouco daquilo que países em desenvolvimento vão fazer. É por isso que chegou a nossa vez nos foros multilaterais. As próximas decisões a serem tomadas pelo G-20, que se reúne em Londres, em abril próximo, representam, para nós, uma oportunidade importante.

Precisamos mudar a forma pela qual a economia global é governada pelas instituições financeiras internacionais. Elas devem ser reformadas sem demora, de modo que cumpram um papel de controle e supervisão das finanças mundiais.

Ao mesmo tempo, temos de assegurar que cada país arque com sua responsabilidade de não transferir riscos e custos a outros países, sobretudo aos mais pobres.

E a comunidade internacional não pode reduzir os programas de ajuda, sobretudo aos países mais pobres. Uma das medidas que poderíamos adotar é a pronta conclusão da Rodada Doha. Ela indicaria a decisão de uma ação global coordenada, que injetaria confiança nos mercados e conteria o surgimento de tendências protecionistas.


3. Que diferença a nova presidência de Obama fará com relação à cooperação e as relações entre os Estados Unidos e o Brasil e o restante da América Latina?

Acompanhamos, com grande interesse, a posse do Presidente Obama e as suas primeiras semanas de governo. É alta a expectativa na região a respeito da “nova página” que o novo governo americano prometeu virar no que diz respeito às relações com a América Latina.

Um dos elementos importantes para o lançamento de uma nova parceria EUA-América Latina seria uma reformulação fundamental da política americana com relação a Cuba. O levantamento do embargo sinalizaria que os EUA estão dispostos a engajar-se no diálogo, aceitar diferenças e renunciar a métodos equivocados e contraproducentes que vêm sendo utilizados por décadas.

No nível bilateral, as relações Brasil-EUA vivem um dos seus melhores momentos. Tenho certeza de que vamos, por exemplo, aprofundar e ampliar a cooperação em matéria de etanol entre nossos países, que beneficiará diretamente países centro-americanos e caribenhos, que têm livre acesso ao mercado americano.

4. Em meu país, é sonho impossível no horizonte visível ter um socialista, menos ainda um líder sindical na Presidência da República. Sei de sua história no Partido dos Trabalhadores e, é claro, sua bagagem no movimento sindical. Como esse “background” preparou-o para os desafios de sua presidência?

A democracia brasileira precisou amadurecer para permitir a eleição para a Presidência da República de um candidato com a minha trajetória de vida. Ao mesmo tempo, o êxito da minha candidatura em 2002 se deu em grande medida por causa da consciência que tivemos da necessidade de atrair outros setores para o nosso tradicional leque de alianças.

Minha experiência político-sindical foi fundamental para construir minha capacidade de negociação e apurar minha visão da necessidade de aperfeiçoar as relações capital/trabalho. Mais importante: era preciso utilizar esses meios para resgatar a dívida social no Brasil. Minha origem humilde deu-me a clareza da absoluta necessidade de erradicar a fome e a miséria não somente no Brasil, mas em todo o mundo.

5. Nos primeiros anos de seu primeiro mandato presidencial, eu lembro-me de assisti-lo em programa de televisão. O senhor disse: “A idéia de crianças irem dormir com fome em meu país é a coisa que me faz mais infeliz”. Depois de quase dois mandatos, o senhor está em condições de garantir que há menos crianças indo dormir com fome no Brasil? O que o senhor diria sobre a maior conquista de sua administração?

Garantir que todos os brasileiros tenham o direito de fazer pelo menos três refeições diárias é um objetivo que me persegue muito antes de ter sido eleito Presidente do Brasil. Nunca me conformei com o fato de o Brasil ser um país tão grande, tão rico, um dos maiores produtores mundiais de alimentos e boa parte de seu povo passar fome. É por isso que a erradicação da fome e da miséria neste país tem sido a prioridade número 1 do meu governo. As políticas de inclusão social que instituímos surtiram efeitos. Os resultados são visíveis: mais de 20 milhões de pessoas deixaram a linha da pobreza e passaram a consumir mais. A maioria da população brasileira é agora de classe média. O povo passou a viver mais dignamente. Em consequência, o mercado interno se fortaleceu. Isso fez com que estivéssemos mais preparados a enfrentar a presente crise internacional. Quero lembrar que temos um programa chamado Bolsa Família que garante uma renda mínima a onze milhões de famílias e que é uma referência em programa de transferência de renda em todo o mundo,

6. Todos sabemos de suas atividades sindicais, inclusive a organização de greves de grande magnitude. O senhor foi dirigente sindical sob o regime militar no Brasil, o qual sufocou as atividades dos sindicatos. No começo e durante seu mandato presidencial, que tipo de tensão tem havido no relacionamento entre o senhor e as Forças Armadas?

Os comandantes das três armas têm plena consciência do papel constitucional das Forças Armadas. Meu relacionamento com eles não poderia ser melhor. Eles respondem ao Ministro da Defesa, que tem feito um trabalho primoroso na área de defesa para reequipar e reestruturar as Forças Armadas. Estamos investindo significativamente na área de defesa. Vamos dar um salto de qualidade. No Brasil, as forças armadas, como cabe numa democracia, obedecem ao poder civil, que emana do voto popular

7. Por que os programas sociais tem estado no topo de sua agenda durante sua campanha eleitoral e reeleitoral? Como é um presidente católico, oriundo da classe trabalhadora fazer dos direitos humanos (inclusive os direitos da comunidade GLBT) questão prioritária?

A resposta é simples: há décadas a maioria da sociedade brasileira esperava um governo capaz de oferecer uma reparação, capaz de tirá-la do abandono a que foi relegada durante tanto tempo. Com esse compromisso cheguei à Presidência, e as ações do Governo têm a orientação de resgatar essa dívida com os brasileiros, em particular com os que são discriminados pelos mais variados motivos.

A discriminação eu conheço nas minhas entranhas, e a minha trajetória pessoal e política é de superação de preconceitos. Nordestino, de origem muito humilde, enfrentei sempre muitas dificuldades para ganhar a vida. Fui o primeiro de oito irmãos a ter um emprego com carteira assinada. Como metalúrgico e sindicalista, num país sob ditadura, experimentei com freqüência a incompreensão e a violência. De preconceitos eu entendo, e os considero a doença mais perversa na cabeça do ser humano.

Por isso, acredito que só com espírito de abertura e uma proposta de reparação, o governante verdadeiramente democrático deve encarar a diversidade do Brasil, que é, na verdade, uma riqueza. Acho que é assim que se governa uma família de 190 milhões de filhos, como o Brasil. Não há filho único: não temos apenas uma religião, uma raça, uma opção sexual. E o convívio em harmonia, na diversidade, é um objetivo a ser buscado todos os dias, por todos nós.

O diálogo aberto com todos os segmentos da sociedade, a atenção prioritária aos excluídos e a melhora das condições de vida do povo brasileiro são provas de que o respeito aos direitos humanos tem lugar assegurado na agenda deste governo, desde o início. Combatemos incansavelmente toda a forma de intolerância, de discriminação e preconceito. Avançamos consideravelmente em matéria de raça e gênero. Nossa administração criou, por exemplo, o programa “Brasil sem Homofobia” e apóia projeto de lei que criminaliza atitudes ofensivas ou discriminatórias em matéria de orientação sexual.

8. Como no Brasil, em meu país engraxar sapatos é o trabalho tradicional dos garotos mais pobres. Como ex-engraxate, o senhor tem alguma mensagem para os muitos engraxates da Turquia?

Quero dizer a eles que, em primeiro lugar, façam seu trabalho bem feito para poderem se orgulhar dele. Todas as atividades profissionais devem ser valorizadas por todos. Em segundo lugar, que não deixem de terminar seus estudos para que mais portas possam se abrir em termos de oportunidades profissionais na vida. Que não desistam nunca de ter uma vida melhor e mais digna para eles e suas famílias.




quinta-feira, 9 de abril de 2009

Diversidade Cultural

Ministério da Cultura publica edital de concurso para premiar e fortalecer organizações LGBT
Fortalecer as organizações sócio-culturais LGBT, conhecer e divulgar as ações culturais dessas instituições, apoiar iniciativas de afirmação de orientação sexual, identidade de gênero e da cultura da paz que contribuam para o combate à homofobia e mapear essas organizações.
São com esses objetivos que o Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC), publicou no Diário Oficial da União (Seção 3, página 9) desta segunda-feira, 16 de março, edital contendo normas específicas para realização do concurso público Prêmio Cultural LGBT 2009. As inscrições começam na próxima segunda-feira, 23 de março, e terminam no dia 8 de maio.
O concurso visa premiar iniciativas culturais exemplares e que tenham ocorrido no período de 1º de janeiro de 2007 a 28 de fevereiro de 2009. Os projetos devem ter contribuído para o combate à homofobia, para o aumento da visibilidade do segmento LGBT e valorizado sua existência. Serão selecionadas até dois projetos por estado, sendo um por município. Cada instituição selecionado receberá como premiação o valor de R$ 23 mil.
O concurso será realizado de forma regionalizada e deverá premiar até 54 iniciativas, contemplando as regiões brasileiras da seguinte forma: até oito iniciativas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, cada; até seis da Sul; até 14 da Norte e até 18 da Nordeste. Caso não tenham sido premiadas todas as iniciativas da região, os prêmios remanescentes serão destinados às que obtiverem maior pontuação na classificação geral, independente da sua região.
Poderão inscrever-se instituições privadas, sem fins lucrativos que tenham natureza cultural e sejam consolidadas na atuação com comunidades LGBT e que tenham, no mínimo, três anos de existência. Não poderão se inscrever, para esse concurso, os projetos ou iniciativas que tenham sido beneficiados com recursos do Fundo Nacional da Cultura, em 2008.
Para se inscrever os interessados deverão ler atentamente o edital, preencher o formulário de inscrição, anexar os documentos pedidos, além de materiais complementares de acordo com a proposta. Leia a íntegra do Edital.
O envelope deve ser encaminhado pelos Correios para o seguinte endereço:
Concurso Público Prêmio LGBT 2009Caixa Postal nº 8591- SHS Quadra 02 Bloco BCEP 70312-970Brasília - DF

(Marcos Agostinho, Comunicação Social/MinC)

Planejamento da juventude


A Secretaria da Juventude do PT de Fortaleza realiza seu planejamento no dia 26 de abril, a partir das 8h30min.


A atividade tem como pauta principal a construção da 1ª Caravana Municipal da Juventude do PT (JPT) nos bairros de Fortaleza.De acordo com a programação, umas das mesas de debate que está planejada discutirá o papel na JPT na transformação social. A atividade segue durante todo o dia, devendo ser finalizado às 17h.A atividade acontece na sede do PT municipal (Avenida da Universidade, 2056. Benfica)Contatos: 3226-3702/8759-4156/8852-4544

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Popularidade de Lula reconhecida mundialmente





A imprenssa burguesa insiste em abafar o avanço social que o Brasil teve nesses ultimos 06 anos. Por outro lado a esquerdalha (os iluminados), esqueceram os varios anos na frente das batalhas socialistas e hoje resumen-se apenas em grupinhos pseudointelectuais que não atigem as massas e muito menos a classe trabalhadora. Viva o Brasil e viva ao esforço do presidente Lula!




Nobel da Paz para LulaLula pode ser o próximo ganhador do Nobel da Paz. A avaliação está sendo divulgada por um embaixador de país árabe sediado em Brasília.De acordo com esse embaixador, se depender do Oriente Médio (excluindo Israel) e dos países africanos, Lula pode considerar-se vitorioso.Segundo o embaixador, quem deu a partida foi o presidente Obama, cuja manifestação de carinho ao brasileiro foi repercutida em todo o mundo.Ao se referir a Lula “esse é o cara…Eu adoro esse cara”, o presidente estadunidense nada mais fez do que lançar a candidatura do presidente brasileiro ao Nobel da Paz.“Ele é o político mais popular da terra”, continuou o presidente Obama. Nem completou a frase, pois outros presidentes o acompanharam endossando a sua admiração pelo brasileiro.O Fome Zero, criado por Lula, foi muito discutido no encontro do G-20 e olimpicamente ignorado, mais propriamente "escondido', pela mídia brasileira.Outra manifestação muito comentada durante o encontro foi a verdade universal dita pelo presidente Lula sobre os responsáveis pelas eternas crises mundiais. Os tais brancos de olhos azuis.Obama, de acordo com a minha fonte, “ficou maravilhado com o arrojo do brasileiro, ao descer do trono e manifestar uma verdade que ninguém tinha coragem de dizer”.


Fonte: Juventude Brasil

segunda-feira, 30 de março de 2009

Eudes Xavier destaca os 20 anos de resistência do GRAB

O Grupo de Resistência Asa Branca – GRAB, fundado no dia 17 de março de 1989, está completando 20 anos de militância voltada para a comunidade Homo afetiva. E para comemorar a data, a entidade preparou uma extensa programação que inclui seminários, sessão
Para o deputado federal Eudes Xavier (PT-CE), o Grab tem uma trajetória de luta e de ousadia, levada por uma militância consciente dos seus direitos e profundamente envolvida nas ações realizadas pela entidade. “ Sabemos que não é fácil para a comunidade LGBTT ter seus direitos efetivados, direito a amar sem ser mais uma vitima de violência homo/les/transfobica. Mas acreditamos que essa realidade vai mudar através das políticas publicas especificas e de ações concretas no combate ao preconceito. Estamos na luta por um mundo livre de opressões independente de classe, gênero, raça e etnia e orientação sexual “, destaca o deputado Eudes Xavier.
A História...
Em 1992, o Grab foi reconhecido como de Utilidade Pública Municipal. Já em 1995, contribuiu ativamente para a aprovação da emenda à Lei Orgânica de Fortaleza, que garante mecanismos de enfrentamento à discriminação aos homossexuais. No ano de 1998, atuou diretamente para a aprovação da Lei Municipal 8.211/98 que pune práticas discriminatórias devido à orientação sexual. Com o impacto da AIDS sobre as comunidades homossexuais, no final dos anos 80, o apoio direto às pessoas que vivem com HIV/AIDS torna-se também uma das bandeiras de luta do GRAB. Avançar na organização social, na mobilização comunitária, e na efetivação dos direitos humanos dos/as homossexuais e das pessoas com HIV/AIDS, passa a ser também um exercício diário da entidade. O GRAB é uma das entidades fundadoras e membro atual da coordenação do Fórum de ONGs/AIDS do Ceará. No decorrer desses 20 anos, o GRAB tem atuado diretamente no enfrentamento ao preconceito por orientação sexual em diversas instâncias da sociedade, através da construção da cidadania homossexual na premissa de que esta perpassa todas as esferas da vida humana, exigindo uma atuação plural que contemple a justiça, a saúde, a educação, a cultura, a formação profissional, contribuindo para que essa população vivencie plenamente seus direitos sexuais e sociais. Desta forma, a instituição tem desenvolvido diversas ações e projetos nas áreas da Saúde (prevenção das DST/HIV/AIDS e apoio às pessoas vivendo com HIV/AIDS), Qualificação Profissional (cursos de informática e centro de estética), Direitos Humanos (assistência jurídica e psico-social gratuita em casos de discriminação por orientação homossexual), Ativismo (politização e luta pelo controle social das políticas públicas) e Organização das Paradas pela Diversidade Sexual no Ceará O GRAB, como entidade pioneira na luta pelos direitos dos homossexuais no estado do Ceará, tem desenvolvido ações sócio-educativas e de intervenção social, sob o princípio de prioridade em melhorar a qualidade de vida de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais e estreitar, cada vez mais, o diálogo entre o movimento comunitário homossexual e a sociedade civil.

Confira a Programação:- Seminário " 20 anos de resistência: construindo a igualdade " Dia: quinta-feira - 26.03 - 14h às 17h Centro Dragão do Mar**-
Festa: " Celebrando com orgulho os 20 anos "Dia: sexta-feira - 27.03 - 17hSede do Grab**- Sessão solene: " Homenagem aos 20 anos do GRAB "Dia: quinta-feira - 02.04 - 15hAssembléia Legislativa - Plenário 13 de MaioParticipe das atividades! Maiores

informações: http://www.grab.org.br/index.html

quarta-feira, 18 de março de 2009

Estou grávida da minha namorada


Munira Khalil El Ourra não vai dar à luz, mas é mãe de duas crianças que vão nascer até a primeira semana de maio. Quem está na 31ª semana de gestação é sua companheira, Adriana Tito Maciel. A barriga é de Adriana. Os óvulos fecundados que grudaram no útero dela pertenciam a Munira. Os bebês já têm nome: Eduardo e Ana Luísa. Serão paridos e amamentados por Adriana, de pele marrom e cabelo que nasce crespo. Mas terão a cara de Munira, branquinha e de cabelo liso.
Para a lei, mãe biológica é quem carrega a criança no ventre. Mas um exame de DNA mostraria o contrário. Nem Adriana nem Munira pretendem disputar na Justiça a guarda das crianças. O que elas querem é sair da maternidade juntas, com um documento que permita registrar as crianças no cartório com o sobrenome de cada uma e o nome das duas mães na certidão de nascimento. Como qualquer família normal.
O sonho de ter filhos era antigo para as moças de 20 e poucos anos que se conheceram em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. A decisão de namorar sério foi influenciada por esse interesse em comum. Em poucos meses, estavam dividindo um apartamento e fazendo planos. Algum tempo depois, Adriana descobriu no ginecologista que seu útero estava ameaçado por uma doença que já lhe tinha arrancado um ovário: a endometriose. “Fiz tratamento desde os 18 anos”, diz Adriana. “Na época, achavam que era cólica menstrual e medicavam com morfina. Quando descobriram, já tinha perdido o ovário direito. E as dores continuavam.” O médico disse a ela que uma gravidez reduziria o problema em 80% e ainda lhe daria a chance de ter um filho antes que o útero ficasse inválido.
Apesar do relacionamento ainda recente, Munira e Adriana aceitaram a ideia e procuraram um especialista em reprodução humana no Hospital Santa Joana para fazer a inseminação artificial. “A gente achava que iria comprar esperma, levar para casa e aplicar com uma seringa”, diz Munira. Os planos mudaram quando o novo médico descobriu que Adriana só tinha metade do ovário esquerdo e já não podia engravidar com os próprios óvulos. Ele sugeriu que Munira cedesse os seus. Se usassem o sêmen de um homem de mesmos traços que Adriana, o filho seria parecido com as duas mães.
As duas moças se animaram com a possibilidade de ter um filho que tivesse um pouco de cada uma. Ainda hoje, Adriana se emociona ao contar essa parte da história. Tinha sido muito dolorido receber a notícia de que não poderia ter filhos do seu próprio sangue, e o gesto de Munira foi mais que bem-vindo. “Foi a maior prova de amor que ela poderia me dar.”
Decisão tomada, era preciso fazer alguns exames e começar o tratamento hormonal para estimular os ovários de Munira e sincronizar os ciclos menstruais das duas. Os óvulos de Munira deveriam estar prontos para a inseminação artificial (em laboratório) na mesma época em que o útero de Adriana estivesse pronto para fixar os embriões. Munira se queixava dos percalços do tratamento. De abril a agosto do ano passado, as injeções diárias na barriga, a oscilação de humor que parecia uma TPM constante, a ultrassonografia vaginal toda semana, o acúmulo de líquido no corpo e o ganho de peso eram o preço que ela tinha de pagar pela bênção de ser mãe. Em breve, seria a vez de Adriana suportar a gravidez.
Quando essa fase chegou, Munira diz ter sentido em seu corpo muitos dos sintomas da gravidez da companheira. “Parecia que eu tinha ficado grávida também.” Ela diz ter sentido enjoos, estrias que nunca haviam existido, mau humor, dores nas costas, dor nas pernas, cansaço de dia, insônia de noite e até desejos estranhos. Fernando Prado, o ginecologista das duas, diz não ter explicação para essa sintonia. Ele não descarta que Munira possa até mesmo ter leite quando os bebês nascerem.
Dos exames à gravidez, todo o processo funcionou até melhor que o esperado. “Eu não imaginava que daria certo de primeira”, diz Prado. Segundo ele, a chance de uma inseminação desse tipo vingar é de 50%, levando em consideração a idade das pacientes e outras condições de saúde. Como Adriana ainda tinha miomas no útero por causa da endometriose, imaginou que seria preciso retirá-los antes. Mas eles nem fizeram cócegas. Para ajudar, em vez dos dez a 15 óvulos esperados após o tratamento hormonal, Munira rendeu mais de 20.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Militares Gays não serão mais punidos na Argentina

Entrou em vigor na Argentina o novo Código Militar adotando, entre outras normas, a descriminalizaçã o da Homossexualidade nas Forças Armadas.
Pelas normas, não só os Homossexuais passam a ser permitidos nas tropas militares como haverá também punição à discriminação.
Antes da reforma, soldados Homossexuais eram presos sob a acusação de "delito de honra" que poderiam acontecer dentro ou fora dos campos militares.
As novas regras substituem o Código de Justiça Militar de 1951 e incluem o fim da pena de morte por traição, rebelião ou espionagem.

Além disso, os militares passam a ser julgados pela Justiça comum.

http://www.gay1. com.br:80/ cgi-bin/news/ viewnews. cgi?id=200903022 01584421849&tmpl=news

quarta-feira, 11 de março de 2009

Oito de março! Dia de luta das mulheres por igualdade e autonomia


Na pauta do movimento feminista o dia 08 de março não representa apenas comemorações ou troca de flores e agrados, essa data foi construída por mobilizações das mulheres trabalhadoras ao longo dos séculos.
Caracterizam essas mobilizações a organização das mulheres em muitos países pelo direito ao voto, a ação autônoma das operárias russas que desencadearam a Revolução saindo às ruas contra a fome, a guerra e a tirania. Alem da 2º Conferencia das mulheres Socialistas em agosto de 1910, realizado em Copenhague, na Dinamarca proposto por Clara Zetkin e outras companheiras, dentre outras frentes de luta. Hoje apesar de alguns avanços significativos a luta pela emancipação da vida e do corpo das mulheres ainda é árdua. Mas é esse sentimento de libertação e equidade que faz as mulheres irem às ruas num misto de reivindicações e ousadia na batalha por um mundo mais digno e fraterno. A mídia ajuda a alimentar esse modelo patriarcal quando em seus programas direcionados ao interesse do grande capital vulgariza o corpo das mulheres retratando-as como mercadoria, submetendo a situações constrangedoras de submissão e venda do corpo perfeito como padrão de beleza para a sociedade. A violência contra as mulheres, em casa, na rua, no trabalho, é um dos pilares de uma sociedade capitalista e neoliberal, baseada na exploração do trabalho de muitas em favor do lucro de poucos. Queremos que se cumpram direitos de todas as mulheres, trabalhadoras do campo e da cidade, como as empregadas domésticas, imigrantes, desempregadas, lésbicas, indígenas, as jovens, camponesas, negras, portadoras de deficiência e as donas de casa que reivindicam seu direito à aposentadoria. Queremos soberania e democracia a partir da auto-organização dos povos, valorização do trabalho das mulheres e de seu papel como protagonistas sociais. Como deputado mesmo com as limitações do parlamento burguês estamos contribuindo na defesa dos direitos das mulheres, através da economia solidaria e da pauta do movimento, por acreditamos em um novo modelo de políticas publicas emancipatorias e articuladas entre sociedade civil e estado. Reconhecemos o esforço de todas as mulheres das organizações, partidos, universidades, sindicatos e sociedade civil que estão juntas na construção desse 08 de março. Colocamos o nosso mandato a disposição dessa luta, pois só com a participação ativa e efetiva das mulheres nos movimentos sociais poderemos mudar a conjuntura de opressão que nossas trabalhadoras ainda vivem. Sem feminismo não há socialismo!

CONVITE A TODAS AS MULHERES!

CONVITE

A COORDENADORIA ESPECIAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES VEM POR MEIO DESTE, CONVIDAR TODAS PARA SE FAZEREM PRESENTES AO LANÇAMENTO DA PUBLICAÇÃO “POLITICAS PARA AS MULHERES EM FORTALEZA: DESAFIOS PARA IGUALDADE”.

O EVENTO ACONTECERÁ NESTA QUINTA-FEIRA, DIA 12 DE MARÇO, A PARTIR DAS 18:00H, NO MERCADO DOS PINHÕES – PRAÇA VISCONDE DE PELOTAS ENTRE AS RUAS NOGUEIRA ACIOLY E GONÇALVES LEDO.

CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODAS!


ATENCIOSAMENTE,


COORDENADORIA ESPECIAL DE POLÍTICAS PARA AS MULHERES



Uma Fortaleza Bela e sem Violência é um Direito das Mulheres!

Coordenadoria Especial de Políticas Públicas
Para as Mulheres
Prefeitura Municipal de Fortaleza
Av. Luciano Carneiro, 2235, Vila União
Fone: 32558372/8329

segunda-feira, 2 de março de 2009

8 de março Dia Internacional da Mulher: em busca da memória perdida


SOF - Sempreviva Organização Feminista


A referência histórica principal das origens do Dia Internacional da Mulher é a II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, em Copenhague, na Dinamarca, quando Clara Zetkin propôs uma resolução de instaurar oficialmente um dia internacional das mulheres. Nessa resolução, não se faz nenhuma alusão ao dia 8 de março. Clara apenas menciona seguir o exemplo das socialistas americanas. É certo que a partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional, expandindo-se pela Europa, a partir da organização e iniciativa das mulheres socialistas.Essa e outras fontes históricas intrigaram a pesquisadora Renée Coté, que publicou em 1984, no Canadá, sua instigante pesquisa em busca do elo ou dos elos perdidos da história do dia internacional das mulheres. Renée, em sua trajetória de pesquisa, se deparou com a história das feministas socialistas americanas que tentavam resgatar do turbilhão da história de lutas dos trabalhadores no final do século XIX e início do século XX, a intensa participação das mulheres trabalhadoras, mostrar suas manifestações, suas greves, sua capacidade de organização autônoma de lutas, destacando-se a batalha pelo direito ao voto para as mulheres, ou seja, pelo sufrágio universal. A partir daí, levanta hipóteses sobre o por quê de tal registro histórico ter sido negligenciado ou se perdido no tempo. O que nos fica claro, a partir de sua pesquisa das fontes históricas é que a referência de um 8 de março ou uma greve de trabalhadoras americanas, manifestações de mulheres ou um dia da mulher, não aparece registrada nas diversas fontes pesquisadas no período, principalmente nos jornais e na imprensa socialista.Houve greves e repressões de trabalhadores e trabalhadoras no período que vai do final do século XIX até 1908, mas nenhum desses eventos até então dizem respeito à morte de mulheres em Nova York, que teria dado origem ao dia de luta das mulheres. Tais buscas revelam, para Coté, que não houve uma greve heróica, seja em 1857 ou em 1908, mas um feminismo heróico que lutava por se firmar entre as trabalhadoras americanas. Em busca do 8 de março retraçou a luta pela existência autônoma das mulheres socialistas americanas.As fontes encontradas revelam o seguinte: Em 3 de maio de 1908 em Chicago, se comemorou o primeiro "Woman's day, presidido por Lorine S. Brown, documentado pelo jornal mensal The Socialist Woman, no Garrick Theather, com a participação de 1500 mulheres que "aplaudiram as reivindicações por igualdade econômica e política das mulheres; no dia consagrado à causa das trabalhadoras" . Enfim, foi dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão das mulheres, mas defendendo, com destaque, o voto feminino. Defendeu-se a igualdade dos sexos, a autonomia das mulheres, portanto, o voto das mulheres, dentro e fora do partido.Já em 1909, o Woman's day foi atividade oficial do partido socialista e organizado pelo comitê nacional de mulheres, comemorado em 28 de fevereiro de 1909, a publicidade da época convocava o "woman suffrage meeting", ou seja, em defesa do voto das mulheres, em Nova York.Coté apura que as socialistas americanas sugerem um dia de comemorações no último domingo de fevereiro, portanto, o woman's day teve, no início, várias datas mas foi ganhando a adesão das mulheres trabalhadoras, inclusive grevistas e teve participação crescente.Os jornais noticiaram , o woman's day em Nova York, em 27 de fevereiro de 1910, no Carnegie Hall, com 3000 mulheres, onde se reuniram as principais associações em favor do sufrágio, convocado pelas socialistas mas com participação de mulheres não socialistas.Consta que houve uma greve longa dos operários têxteis de Nova York (shirtwaist makers) que durou de novembro de 1909 a fevereiro de 1910, 80% dos grevistas eram mulheres e que terminou 12 dias antes do woman's day. Essa foi a primeira greve de mulheres de grande amplitude denunciando as condições de vida e trabalho e demonstrou a coragem das mulheres costureiras, recebendo apoio massivo. Muitas dessas operárias participaram do woman's day e engrossaram a luta pelo direito ao voto das mulheres ( conquistado em 1920 em todo os EUA).Clara Zetkin, socialista alemã, propõe que o woman's day ou women's day se torne "uma jornada especial, uma comemoração anual de mulheres, seguindo o exemplo das companheiras americanas". Sugere ainda, num artigo do jornal alemão Diegleichheit, de 28/08/1910, que o tema principal seja a conquista do sufrágio feminino.Em 1911, o dia internacional das mulheres, foi comemorado pelas alemãs, em 19 de março e pelas suecas, junto com o primeiro de maio etc. Enfim, foi celebrado em diferentes datas.Em 1913, na Rússia, sob o regime czarista, foi realizada a Primeira Jornada Internacional das Trabalhadoras pelo sufrágio Feminino. As operárias russas participaram da jornada internacional das mulheres em Petrogrado e foram reprimidas. Em 1914, todas os organizadoras da Jornada ou Dia Internacional das Mulheres na Rússia foram presas, o que tornou impossível a comemoração. Em 1914, o Dia Internacional das Mulheres, na Alemanha foi dedicado ao direito ao voto para as mulheres. E foi comemorado pela primeira vez no dia 8 de março, ao que consta porque foi uma data mais prática naquele ano.As socialistas européias coordenavam as comemorações em torno do direito ao voto vinculando-o à emancipação política das mulheres, mas a data era decidida em cada país.Em tempos de guerra, o dia internacional das mulheres passou a segundo plano na Europa.Outra referência instigante, que leva a indicação da origem da fixação do dia 8 de março, foi a ligação dessa data com a participação ativa das operárias russas em ações que desencadearam a revolução russa de 1917. Portanto, uma ação política das operárias russas no dia 8 de março, no calendário gregoriano, ou 23 de fevereiro, no calendário russo, precipitou o início da ações revolucionárias que tornaram vitoriosa a revolução russa.Alexandra Kolontai , dirigente feminista da revolução socialista escreveu sobre o fato e sobre o 8 de março, mas, curiosamente, desaparece da história do evento. Diz ela: " O dia das operárias em 8 de março de 1917 foi uma data memorável na história. A revolução de fevereiro acabara de começar". O fato também é mencionado por Trotski, dirigente da revolução, na História da Revolução Russa. Nessas narrativas fica claro, que as mulheres desencadearam a greve geral, saindo corajosamente, às ruas de Petrogrado, no dia internacional das mulheres, contra a fome, a guerra e o czarismo. Trotski diz: " 23 de fevereiro ( 8 de março) , era o dia internacional das mulheres estava programado atos, encontros etc. Mas não imaginávamos que este "dia das mulheres" viria a inaugurar a revolução. Estava planejado ações revolucionárias mas sem data prevista. Mas pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixam o trabalho de várias fábricas e enviam delegadas para solicitarem sustentação da greve... o que se transforma em greve de massas.... todas descem às ruas".Constata-se que a revolução foi desencadeada por elementos de base que superaram a oposição das direções e a iniciativa foi das operárias mais exploradas e oprimidas, as têxteis. O número de grevistas foi em torno de 90.000, a maioria mulheres. Constata-se que o dia das mulheres foi vencedor, foi pleno e não houve vítimas.Renée Coté encontra, por fim, documentos de 1921 da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas onde " uma camarada búlgara propõe o 8 de março como data oficial do dia internacional da mulher, lembrando a iniciativa das mulheres russas".A partir de 1922, o Dia Internacional da Mulher é celebrado oficialmente no dia 8 de março. Essa história se perdeu nos grandes registros históricos seja do movimento socialista, seja dos historiadores do período. Faz parte do passado histórico e político das mulheres e do movimento feminista de origem socialista no começo do século. Algumas feministas européias na década de 70, por não encontrarem referência concreta às operárias têxteis mortas em um incêndio em 1857, em Nova York, chegaram a considera-lo um fato mítico. Mas essa hipótese foi descartada diante de tantos fatos e eventos vinculando as origens do dia internacional da mulher às mulheres americanas de esquerda. Quanto aos elos perdidos dos fatos em torno do dia 8 de março, levantam-se várias hipóteses, em busca de mais aprofundamento. É certo que, nos EUA, em Nova York, as operárias têxteis já denunciavam as condições de vida e trabalho, já faziam greves . E esse momento de organização das trabalhadoras fazem parte de todo um processo histórico de transformações sociais que colocaram as mulheres em condições de lutarem por direitos, igualdade e autonomia participando do contexto social e político que motivaram a existência de um dia de comemoração que simbolizasse suas lutas, conquistas e necessidade de organização. É preciso, pois, entretecer os fios da história desse período.Desse contexto, surge um dos relatos a ser precisado em suas fontes documentais, sintetizado por Gládis Gassen, (em texto para as trabalhadoras rurais da FETAG), nos indicando que, em março de 1911, dezoito dias após o woman's day, não em 1857, " numa mal ventilada indústria têxtil, que ocupava os 3 últimos andares de um edifício de 10 andares , na Triangle Schirwaist Company, de New York, estalou um incêndio que envolveu 500 mulheres jovens, judias e italianas imigrantes, que trabalhavam precariamente, com o assoalho coberto de materiais e resíduos inflamáveis, o lixo amontoado por todas as partes, sem saídas em caso de incêndio, nem mangueiras para água... Para " impedir a interrupção do trabalho", a empresa trancava à chave a porta de acesso à saída. Quando os bombeiros conseguiram chegar onde estavam as mulheres, 147 já tinham morrido, carbonizadas ou estateladas na calçada da rua, para onde se jogavam em desepero. Após essa tragédia, nomeou-se a Comissão Investigadora de Fábricas de New York, que tinha sido solicitada há 50 anos! E se iniciram, assim, as legislações de proteção à saúde e à vida das trabalhadoras. A líder sindical Rosa Scneiderman organizou 120.000 trabalhadoras no funeral das operárias para lamentar a perda e declarar solidariedade a todas as mulheres trabalhadoras" .Assim, embora, seja necessário continuar a procurar o fio da meada, é certo que todo um ciclo de lutas, numa era de grandes transformações sociais, até as primeiras décadas do século XX, tornaram o dia internacional das mulheres o símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem a sua condição e a transformarem a sociedade.Estamos nós assim, anualmente, como nossas antecessoras comemorando nossas iniciativas e conquistas, fazendo um balanço de nossas lutas, atualizando nossa agenda de lutas pela igualdade entre homens e mulheres e por um mundo onde todos e todas possam viver com dignidade e plenamente.Referências Bibliográficas:- Cote, Renée. (1984) La Journée internationale dês femmes ou les vrais dates des mystérieuses origines du 8 de mars jusqu'ici embrouillés, truquées, oubliées : la clef dês énigmes .La vérité historique. Montreal: Les éditions du remue ménage. - Gassem, Gladis. (2000) Ato de solidariedade a mulher trabalhadora Ou, Afrodite surgindo dos mares. 8 de Março de 2000. Organização das trabalhadoras rurais. FETAG/RS.SOF: www.sof.org. br - sof@sof.org. brO 8 de março é o dia internacional de luta das mulheres. Relembra as operárias têxteis de Nova Iorque em greve por melhores condições de trabalho, as mulheres russas que lutavam por paz, pão e terra - e inauguraram a revolução de 1917, além de tantas outras batalhas.Em 2000, o 8 de março abriu a Marcha Mundial das Mulheres, que mobilizou 161 países, contra a pobreza e a violência sexista. Cerca de 600 grupos de mulheres de todos os Estados brasileiros participaram ativamente. Nossas reivindicações ainda não foram totalmente atendidas e por isto nossa articulação permanece.No Brasil, FHC e o governo Covas em São Paulo aplicam a cartilha neoliberal do FMI e Banco Mundial, reprimem violentamente os movimentos sociais, atacam os direitos conquistados pelas mulheres à custa de muita luta e não enfrentam a grave questão das desigualdades entre homens e mulheres. Já somos 30% "dos" chefes de família no país, mas ganhamos em média cerca de 65% do valor dos salários dos homens, no Estado de São Paulo. Ao olharmos para os índices de violência, a situação não é melhor: a cada quatro minutos, uma mulher é vítima de algum tipo de agressão, em distintas classes sociais. O índice de mulheres que morrem com problemas relacionados à gravidez é semelhante ao dos países mais pobres da América Latina.A situação das mulheres negras no Brasil é ainda mais grave. Por exemplo, recebem em média salários e rendimentos com a metade do valor recebido pelas brancas.A nós, mulheres, é "dada" a responsabilidade pelo trabalho doméstico, cuidado dos filhos, doentes e idosos. Por isto, somos nós quem arcamos com as conseqüências dos serviços de saúde, educação e transporte que estão cada vez piores, e a falta de creches e moradia. Queremos que estas responsabilidades sejam partilhadas na família e que o Estado assegure serviços públicos de qualidade.O pagamento da dívida externa, às custas do suor e do sangue das trabalhadoras e do povo - e às custas da venda de nossos direitos e conquistas - entra em choque com nosso anseio de socializar a responsabilidade pela sobrevivência e o cuidado com os filhos, exigência básica para nossa verdadeira libertação. Por isto, temos particular interesse na luta pela soberania nacional, contra o pagamento da dívida externa, contra as privatizações e contra o governo FHC.ESTAMOS EM LUTA PERMANENTEPOR UM BRASIL LIVRE E SOBERANO,IGUAL, SOLIDÁRIO E JUSTO,COM AUTODETERMINAÇÃ O DAS MULHERES.O BRASIL PODE SER MELHOR COM:· suspensão do pagamento da dívida externa, com auditoria e direcionamento dos recursos para políticas sociais;· o fim das privatizações e com a reestatização dos serviços públicos;· reforma urbana e moradia digna;· soberania alimentar (livre de transgênicos e agrotóxicos);· pleno emprego e fim da precarização das relações de trabalho;· salário-mínimo digno e justo;· redução da jornada de trabalho, sem redução de salário;· reforma agrária e acesso das mulheres à terra;· aposentadoria para as trabalhadoras rurais;· FGTS para as trabalhadoras domésticas;· salário-maternidade com valor igual ao salário normal;· auxílio-maternidade para mulheres desempregadas ou no trabalho informal;· políticas públicas que beneficiem às mulheres, pessoas de raça negra, portadores/as de necessidades especiais, homossexuais, indígenas e outros setores discriminados (nas áreas de saúde, moradia, transporte e educação - em especial, a garantia de creches);· direito à livre orientação sexual;· o fim da violência contra as mulheres com programas de prevenção e combate;· o fim da violência e autoritarismo, estatal e privado (violência dentro dos órgãos públicos e privados; repressão policial nas ruas contra os movimentos sociais);· efetivação do SUS (Sistema Único de Saúde) e implementação do PAISM (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher);· legalização do aborto, com pleno atendimento pela rede pública;· igualdade no espaço público e doméstico;· acesso (e permanência) das mulheres às novas tecnologias (informática) ;· meios de comunicação democráticos e éticos, sem mensagens violentas, discriminatórias, consumistas e sem vulgarização do corpo feminino.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Cartório altera programa por pais Gays


O casal de Homossexuais João Amâncio, o John, e Edson Paulo Torres recebeu ontem o documento para fazer o registro dos quatro filhos adotivos sobre quem eles têm a guarda provisória há dois anos.

Mas o novo registro das crianças só deverá sair hoje por um motivo curioso. “Não conseguimos fazer isso ontem porque o programa de computador do cartório é configurado para imprimir pai e mãe no registro civil das crianças. No nosso caso, tem que sair pai e pai”, explica John.
No documento também serão registrados os nomes dos avós paternos das crianças. “Eles [os funcionários do cartório] vão alterar o programa e então estará tudo certo”, afirma John.Ontem, o casal também foi até o cartório do bairro Campos Elíseos e retirou o vínculo que as crianças tinham com a família anterior.

“Em todos os documentos deles vai constar agora o nosso nome. O vínculo com a família do passado foi quebrado. Agora temos um futuro pela frente e as marcas do passado vão ser enterradas de vez”, disse o cabeleireiro.

Segundo ele, a nova família vai se sentir plenamente realizada quando tiver em mãos a documentação oficial da adoção.

“Com o registro deles vou comemorar de verdade e me sentir vitorioso. É uma conquista muito grande e uma quebra do tabu da família tradicional. Duas pessoas que se amam como nós têm muita capacidade para criar seus filhos”, comenta John.

O cabeleireiro conta que em nenhum momento sentiu algum tipo de preconceito da população contra o casal Gay que resolveu adotar quatro crianças.

“O preconceito vem das instituições. É a religião, a política, as leis, mas as pessoas nos tratam muito bem”, afirmou.

Ele disse que já foi parado várias vezes nas ruas por senhoras que fazem questão de abraçá-los e dar os parabéns pela atitude.

“Tem gente que chega e diz que ficou arrepiada com a nossa atitude e abraça a gente. Recebemos muitos elogios”.O casal já criou dois filhos biológicos de Torres e agora sonha com o futuro de mais quatro crianças.

“Temos muito carinho e educação para dar a eles. Nossa orientação sexual não influencia em nada.”Com os cabeleireiros, as crianças realizaram vários sonhos que não tiveram com os pais biológicos, viciados em drogas: participaram da primeira festa de Natal e souberam o que é comemorar um aniversário. As crianças também frequentam a escola e têm boas notas.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Aprovação de Lula chega a 84% e bate novo recorde histórico, mostra pesquisa


Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (3) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu uma nova aprovação recorde da população. Segundo o levantamento, 84% aprovam o desempenho pessoal do presidente. É a melhor avaliação já atingida por um ocupante da presidência desde o início da pesquisa, em 2001.
Na última pesquisa, em dezembro passado, a avaliação pessoal de Lula era de 80,3%. Quando Lula assumiu o governo, em janeiro de 2003, sua aprovação pessoal era de 83,6%. A avaliação do governo Lula também bateu recorde. O levantamento revela que, para 72,5% dos entrevistados, a gestão do presidente é positiva, o que aponta para um aumento de 1,4 ponto percentual em relação ao levantamento anterior.
Na outra ponta, apenas 6,4% dos entrevistados consideram o governo negativo. Para 21,5% do público, é regular.A série histórica da pesquisa destacou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nunca conseguiu manter a rejeição a seu governo abaixo do 23%.
OtimismoA pesquisa mostra ainda que, apesar do intenso noticiário sobre os efeitos da crise internacional no país, a maioria dos brasileiros se mostra otimista quanto ao futuro. De acordo com as respostas de 2 mil entrevistados, 65,4% acham que o ano de 2009 será melhor que o de 2008. Somente 17,7% acreditam que o ano que vem será igual a 2008, enquanto 12,4% responderam acreditar que será pior. Segundo a pesquisa, 57% dos brasileiros têm acompanhado a crise financeira mundial. Destes, 37,9% dos entrevistados dizem que o Brasil está preparado para lidar com o problema, e 40% pensam o contrário. Quando a pergunta é se o país sairá fortalecido da crise em relação a outros países, 41,9% responderam que sim, enquanto 27,5% disseram que sairá enfraquecido e 20,1% consideram que o país continuará “igual”.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de dezembro. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Pesquisa revela: brasileiro é preconceituoso com população LGBT


Nova pesquisa da Fundação Perseu Abramo e Rosa Luxemburgo revela que por trás da imagem de liberalidade o brasileiro é extremamente preconceituoso em relação à população LGBT.
A pesquisa é do Núcleo de Opinião Pública (NOP), intitulada Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil, Intolerância e respeito às diferenças sexuais nos espaços público e privado. Para o deputado federal Eudes Xavier (PT-CE), a pesquisa mostra que a população brasileira ainda precisa avançar muito na luta pelos direitos humanos homoafetivos. “O Brasil fez a primeira conferência LGBTT do mundo, mas ainda precisa por em prática as diretrizes encaminhadas pelos movimentos LGBTT e sociedade civil. Também precisamos aprovar o PL 122/06, que criminaliza a homofobia. Estamos na luta por um mundo sem homo/les/transfobia, machismo e racismo“, ressalta o parlamentar cearense.


Confira os dados da pesquisa:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Colômbia: Aprovadas medidas que beneficiam casais gays


Achei interessante essa materia e ao mesmo tempo revoltante. Enquando a Colombia da um passo a frente em relação aos direitos homoafetivos, o Brasil se esquiva desses direitos mantendo tenentes do exercito presos por publicizarem sua orientação sexual, no minimo ridiculo.


Eis o exemplo:


Um pacote de medidas foi liberado pela Corte Constitucional em Bogotá, Colômbia, favorecendo casais homossexuais. A partir desta quinta, 29, o parceiro de militares gays poderão requerer na Justiça o direito à pensão em caso de morte. Até então o benefício era concedido apensa para casais héteros. Também faz parte do pacote de medidas, o total comunhão de bens entre os parceiros. Para ter o mesmo direito que os héteros, os casais do mesmo sexo só deverão comprovar que vivem um relacionamento estável há mais de dois anos.


sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

PAREM ISRAEL! LIBERTEM A PALETINA


Não é possivel que tenhamos que acompanhar pelo partido da imprenssa golpista, através de seus falsos jornais, a exemplo da rede globo com seu midiatico Jornal Nacional, a carnificina que esta acontecendo contra o povo Palestino. Não existe ONU, pacto de paz ou acordo que salvem as vidas do povo Palestino. Na realidade o interesse dos Estados Unidos e Israel pelo óleo negro ultrapassa barreiras da barganha, a ganancia pelo grande capital comprova em pleno seculo XXI a falencia desse sistema. A perseguição de Israel ao povo palestino não é de hoje. Quer dizer que Israel pode jogar atirar, bombardear, se quiser jogar uma bomba atomica em Gaza que nada acontecera. Basta! Me angustia muito tudo isso que esta acontecendo sob nossas vistas. Precisamos ir as ruas!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Musica e agonia... es Maysa


Espero que essa miniserie que ira contar a historia da Maysa não caia na banalidade. Maysa é uma lider musical.... Pouco conhecida, e esse é o bom de apreciarmos sua musicalidade tambem.


Meu Mundo Caiu


Maysa
Composição: Maysa
Meu mundo caiu

E me fez ficar assim

Você conseguiu

E agora diz que tem pena de mim

Não sei se me explico bem

Eu nada pedi Nem a você nem a ninguém

Não fui eu que caí

Sei que você me entendeu

Sei também que não vai se importar

Se meu mundo caiu

Eu que aprenda a levantar

Força


É impressionante o quanto as pessoas tem a capacidade de se importar negativamente com as outras. Espero que quanto mais essa situação aconteça, mais força teremos para militar por outro mundo, mesmo sabendo que aqueles/as que estão ao seu lado não querem isso.

Chega de pessoas mascaradas, eu quero mais é viver!